quarta-feira, 7 de março de 2012

Luto

Vivenciar o luto é... estranho!
Passar por perdas de pessoas queridas me faz pensar na razão da minha existência e no futuro, no "depois que eu morrer".
Eu vivo para ser feliz? Me casar? Ganhar muito dinheiro, ser reconhecida profissionalmente? Ter filhos, escrever um livro e plantar uma árvore?
Hoje eu entendo só uma coisa [que já foi bem complicado assimilar]: quando morrermos, não vamos levar nada - nem o dinheiro, que você suou para ganhar; nem os bens materiais e muito menos as pessoas que te rodeiam - só levamos consigo a gratidão [ou o ódio] que as pessoas tem para com você.

E quando morrer, para onde vou?
Depende!

Se você não acreditar que Deus existe, quando morremos, acabou! Você vai se "desintegrar", e vai completar o ciclo / a frase tão famosa de Lavoisier [e que eu adaptei aqui!]:  nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma.

Agora se você é espiritualista, ou seja, acredita em Deus [mesmo que ele não se transforme em matéria], penso que há algo depois. Não faço idéia deste algo, só quando chegar a hora mesmo para saber.

Enfim...

Quando perdemos alguém, penso que quem mais sofre somos nós, que ficamos, e não quem foi.

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