segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ser diferente

Ser diferente
é ser gente
que pensa com a mente
que faz e não desmente,
no que faz é crente,
Ser diferente é não ser indolente,
é ser velho, adolescente,
triste ou contente,
é gente que trabalha, produz
que é inválido e não se introduz
no meio capitalista, machista ou feminista.
Ser diferente é ser gente de coragem,
que faz que age
sem se preocupar com a imagem.
Ser diferente é ser consciente
das dificuldades, dos limites,
dos sonhos realizar o que se permite,
concretizar, firmar, conter, crescer, viver.
Ser diferente é mexer no ponto fraco
daquele ser dormente,
dos políticos, docentes e dos que
se dizem inteligentes.
Ser diferente é ser tolerante
com o companheiro errante
e o entendendo leva a relação adiante.
Julita Zan*

* Integrante do Coral Cênico de Saúde Mental, da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo. Extraído "O vôo das Borboletas", publicado pela Prefeitura do  Município de São Paulo, 1994, p.179.




PS: Encontrei este escrito no livro "Desafios na atenção à saúde mental", organizado por Maria Lúcia Boarini, EdUEM.


 

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